domingo, 6 de janeiro de 2019

'CALDEIRÃO' PLANTA 1 MILHÃO DE SEMENTES EM AVENTURA NAS ALTURAS - Luigi Cani proporciona espetáculo aéreo no primeiro programa de 2019

       COMPARTILHAR É PRECISO. VEJA E NÃO SE ARREPENDERÁ. MUITO CONHECIMENTO SOBRE A NATUREZA E A TECNOLOGIA DO VOO:         https://gshow.globo.com/programas/caldeirao-do-huck/noticia/caldeirao-planta-1-milhao-de-sementes-em-aventura-nas-alturas.ghtml

domingo, 30 de dezembro de 2018

LEDPOEMA


POEMA SIMPLES POEMA SIMPLES (E INCOMPREENDIDO) A AFFONSO ÁVILA


POEMA SIMPLES
                                                                                  (E INCOMPREENDIDO) A AFFONSO ÁVILA


Não tive a honra e o prazer de conversar um minuto sequer com Affonso Ávila. Só com os poemas dele.
Quando lancei, em 2008, o livro-objeto "Carimbalas" (ao lado de Marcelo Dolabela, com o seu formidável "Carimbós"), feito todo e cada exemplar em
carimbos, o primeiro que pensei em presentear foi a ele.
Na época, sem favor, Affonso era um dos três mais importantes poetas vivos do Brasil - par a par com Augusto de Campos e Décio Pignatari (e Manoel de Barros, hein?).
Telefonei, superconstrangido, sem saber se o chamava de "senhor", de "poeta" ou de "você", mas, delicadamente, ele se mostrou sensivel à ideia do presente.
Talvez por trabalhar em TV durante muitos anos, as pessoas acham que sou um cara-de-pau.
Na verdade, estou mais para bicho-bobo, parvo e acanhado.
Não tive coragem de lhe entregar o livro pessoalmente.
Fui com uma amiga, que gentilmente aceitou o encargo, até à Rua Cristina, 1300, endereço do poeta.
Enquanto ela batia a campainha, levei o carro até a extremidade da rua.
Ele, que não era nada bobo, agradeceu o presente, mas ficou na porta da casa olhando - atentamente - ela se deslocar, talvez por cerca de 150 metros, até o carro.
Deve ter pensado, de forma correta:
- O cara é meio bobo, tá encondido dentro do carro"!
Nunca fiquei sabendo se leu, se gostou ou não de "Carimbalas."
Nem na morte (26/09/2012) me encontrei com Affonso Ávila. Cheguei atrasado ao enterro.
No pé do morro onde foi enterrado, no Parque da Colina, dei de cara com o amigo e escritor Carlos Herculano Lopes.
- Não adianta subir, já foi enterrado...
Triste, retruquei:
- Poetas não deveriam ser enterrados rigorosamente no horário!
Quando lancei, ano passado, a latinha-de-vaselina-de-poesia "CunilínguaPátria", 69 poemas em cartões, um dos textos foi um poema simples, falando, metaforicamente, da perda do grande poeta, a partir do endereço, Rua Cristina, 1300.
Creio que poucos tenham entendido.
Hoje, comparecerei à homenagem que será feita, no SescPalladium, aos 90 anos de nascimento do poeta.
Até o nome, poético, faz jus a ele, "O Jogo contra o Jugo."
Debate inteligente e instigante.
O Professor Antônio Sérgio Bueno (UFMG) e o poeta e professor Ronald Polito desnudaram aspectos importantes da poesia de Affonso.
Além do apuro e descoberta artística, também aliados à inserção social e política, o poeta se lambuza, deliciosamente, no humor e no erotismo.
Traço que se sobrepõe ao trabalho do irmão poético de Affonso, o genial Augusto de Campos, que se conteve, principalmente no erótico, nas delícias desse lambuzar.

                                                                                                                           CARLOS BARROSO

quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

COMO UM CONTO DE NATAL - UMA CAIPIRA LUZENSE



Memórias que merecem ser preservadas

Recordações do passado de uma Caipira
luzense que foi assistir à final da Copa de 50


Ano de 1950. Meus irmãos, o Dico e o Simundo, ouviam, pelo rádio, a atuação do Brasil na Copa do Mundo. Estava muito bem! E seria o campeão, com certeza. Então, resolvemos os três ir ao Rio de Janeiro para assistirmos ao jogo da final: Brasil x Uruguai.
Saímos de Luz o Simundo, o Dico e eu. Era sexta-feira e o jogo seria no domingo. Em Lagoa da Prata, pegamos o trem até Belo Horizonte. Fomos nos hospedar no Hotel Londres, na Av. Santos Dummont. Lá, Simundo e Dico encontraram um luzense que se chamava Carmo e que era motorista de taxi (se não me engano, era filho do Jefferson Botinha).
No sábado, saímos de BH bem cedo, no carro do Carmo, rumo ao Rio de Janeiro: a estrada de terra, poeirenta. Eu vesti meu guarda pó, uma peça que, na época, toda pessoa tinha para se proteger da poeira. Em Barbacena, me lembro bem, fazia mais frio do que ao amanhecer, em Belo Horizonte. Durante a viagem, torcíamos para não cruzarmos com outros veículos no caminho, pois, quando acontecia, tínhamos que parar a viagem por conta da poeira que subia, atrapalhando a visão do motorista.
Enfim, passamos de Juiz de Fora e, depois, de Petrópolis. Que coisa maravilhosa: dali em diante, a estrada era asfaltada até o Rio! Chegamos bem tarde, já anoitecendo, e fomos procurar hotel. Com muito custo, após ter batido em várias portas, duas paulistanas deixaram que eu ficasse no quarto com elas. Eram duas moças que, para mim, naquele tempo, tratavam-se de duas “beatas”. Deviam ter 30 anos, mais ou menos. Simundo, Dico e Carmo foram para outro hotel. Mais tarde, foram assistir a um programa da Derci Gonçalves, da Baby Consuelo e de outras personalidades. Não me levaram: para meus irmãos, o programa era impróprio para mim, porque as artistas dançavam quase nuas e, naquele tempo, ainda não existia biquíni...
No domingo de manhã, os rapazes me buscaram no meu hotel. Eu havia me preparado para o jogo: estava bem arrumada, com meu vestido de renda branca, muito chique! Fomos para o Maracanã. Lá, compramos os ingressos dos cambistas. Por cada um, pagamos o preço de uma diária no Hotel Londres. Depois, ficamos em volta do estádio, comendo docinhos e pipocas, até a hora do jogo, que começou às 16horas.
Eu me encantei! As pessoas do outro lado da arquibancada estavam tão distantes que se moviam como num formigueiro. As mulheres de calça comprida, e eu com meu vestidinho branco de renda, próprio para uma festa! E a ocasião tinha para mim o caráter de uma festa de luxo, no Rio de Janeiro. Sobre o Maracanã, voava um aeroplano com uma longa faixa de propaganda de “Superflit”, um inseticida vendido na época. Passou também um avião, que lançou uma almofada grande com a bandeira do Brasil de um lado e, do outro, a bandeira do Uruguai. Postada no meio do campo, uma orquestra tocou os hinos nacionais dos dois países.
Enfim, começou o jogo. A torcida gritava “Ademiiiir!, Ademiiiir!”. Houve um grito de gol do Brasil, marcado pelo Friaça. Mas, de repente, o Maracanã se calou: o Uruguai fez um gol e, depois, mais um. Depois, todos gritavam, xingando o Barbosa, goleiro brasileiro, e também o zagueiro Bigode.
O jogo acabou. O Uruguai foi campeão. Eu queria muito ver a Taça Jules Rimet, mas, como no meio de uma boiada estourada, fomos sendo empurrados para fora do estádio. Na rampa de saída, meus pés saíram do chão! Pegada ao braço de meu irmão, espremida entre torcedores furiosos, fui levada por todo o percurso sem nem tocar os pés no chão. Livres, procuramos um restaurante para almoçar, ou melhor, jantar. Fomos em vários lugares, até que entramos numa fila e, somente às nove da noite, nos sentamos à mesa para a refeição. Comemos arroz com ovo: era o que tinha.
Hoje, penso que o Brasil não estava preparado para aquele evento...

Dra. Inésia Araújo Couto
Médica Luzense às vésperas dos 90 anos. Inteligência brilhante, na ativa, atende seus pacientes no
Ed. Joaquim de Paula, Rua Carijós, nº424 - Praça 7, Centro de Belo Horizonte/MG.


Legenda Foto: Dra. Inésia acompanhada da sogra do seu irmão Simundo,
em foto tirada às vésperas da viagem para o Rio de Janeiro, no Parque Municipal

Matéria publicada no Jornal de Luz


sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

ANIVERSÁRIO DE BELO HORIZONTE

Como prometido, estamos postando o recorte do Jornal Hoje em Dia, com a crônica do famoso cronista mineiro, Roberto Drummond, sobre a "Moça-Fantasma de BH. - 
Sei não, mas, acredito que ele passou pela rua do Ouro na noite que estávamos gravando o vídeo da "Canção da Moça-Fantasma de Belo Horizonte" postado neste Alto Astral News, na semana de aniversário de BH. A nossa homenagem a Belo Horizonte. Parabéns para a cidade.

ANIVERSÁRIO DE BELO HORIZONTE

ESTE, O MAIS IMPORTANTE PRESENTE QUE BH GANHOU NO SÉCULO PASSADO. NA SEMANA DO ANIVERSÁRIO DE BH É IMPORTANTE MANTER A MEMÓRIA VIVA.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

CANÇÃO DA MOÇA-FANTASMA DE BELO HORIZONTE

 Na semana do aniversário de Belo Horizonte uma homenagem para BH na republicação do tema contado em poesia por Carlos Drummond de Andrade. É uma lenda romântica e misteriosa. Já foi tema também de um cronista mineiro que afirmou já ter tido a visão da moça. Vai ser a próxima publicação. Aguardem.

terça-feira, 16 de outubro de 2018

GIL GOMES - HOMENAGEM PÓSTUMA

Uma homenagem ao saudoso Gil Gomes inspirador de tantos repórteres policiais e público mirim. O hoje jornalista, João Claudio Gomes, repórter deste Alto Astral News, é o imitador do ídolo de seu tempo de criança: 

sábado, 29 de setembro de 2018