quinta-feira, 23 de julho de 2026

Já estão à venda os ingressos para o show que a cantora Carminho fará no Sesc Palladium

 Principal voz do fado contemporâneo lança seu 7º álbum, que traz misturas eletrônicas e parcerias com Laurie Anderson e Mário Laginha



No dia 19 de agosto (quarta-feira), às 20 horas, o Grande Teatro Sesc Palladium será o palco de estreia da turnê nacional da cantora portuguesa Carminho. Considerada a maior voz do fado contemporâneo e um dos nomes de maior projeção internacional de Portugal, a artista escolheu a capital mineira para iniciar a série de apresentações que passará também pelo Rio de Janeiro, Bragança Paulista e São Paulo.

O show marca o lançamento de seu sétimo álbum de estúdio, intitulado “Eu Vou Morrer de Amor ou Desistir” (cujo conceito flerta com a dualidade de resistir). No novo trabalho, Carminho assina a produção e solidifica sua jornada como autora e intérprete. O disco conta com 11 composições — incluindo fados tradicionais e faixas autorais —, reforçando a dedicação da artista na permanente descoberta do gênero e na afirmação de um discurso próprio na música global.

"Morre-se muito de amor no fado, mas poder resistir é algo que me interessa e me interessa cantar. Neste trabalho, fui muito inspirada pela mulher, pela ideia de que a mulher ocupa um lugar central como intérprete, mas que existem muitas narrativas paralelas, mesmo ambíguas, dentro da própria mulher", destaca Carminho.

O álbum e o espetáculo trazem inovações estéticas marcantes. Pela primeira vez, a sonoridade tradicional da fadista ganha o suporte de instrumentos históricos da música eletrônica e experimental, como o Vocoder, o Cristal Baschet e as Ondes Martenot. A inspiração para essa fusão une as referências dos conjuntos de guitarras de Raúl Nery e Martinho d’ Assunção e de grandes vozes fadistas — como Maria Teresa de Noronha, Beatriz da Conceição e Teresa Siqueira (mãe de Carminho) — ao pioneirismo eletrônico de Wendy Carlos e Annette Peacock nos anos 1960.

O repertório do show também celebra colaborações de peso presentes no disco. Entre os destaques estão a faixa "Saber", gravada originalmente com a vanguardista norte-americana Laurie Anderson (música de Carminho e poema de Ana Hatherly), e a canção "Dia Cinzento", que encerra o álbum com a participação do pianista Mário Laginha.


T E S T E M U N H O S   S O B R E   C A R M I N H O (aqui no Brasil)

O que é que essa menina não tem?”
(Milton Nascimento)

“Ela impressiona com uma voz grave e leve ao mesmo tempo, com uma presença imponente no palco, dominando sua arte com autoridade. Adora cantar e inspira o amor pela música.”
(Marisa Monte)

“Só de estar ao lado da Carminho e ouvi-la cantar já é uma coisa divina.”
(Caetano Veloso)

“Ela parecia uma produtora de moda, de botas e saia. Até que começou a cantar maravilhosamente bem, com sua voz poderosa. Pouco tempo depois, lançou o disco e ficou conhecida. Tem elegância, uma discrição doce e é muito moderna. Adoro esta Carminho bem portuguesa”.
(Fafá de Belém)

“Amada por todos nós brasileiros. Uma voz que vem do céu”. (Alcione)

“Ela é tão única, capaz de interpretar a tradição do país de uma forma contemporânea. Ela canta o fado de calça jeans. Aceitei o desafio, mesmo sem muito dinheiro e com horários apertados. A Carminho comanda-me. Nada é óbvio. É uma portuguesa do universo, uma nómada que preserva o berço da sua cultura. Ela trouxe a luz de Lisboa para o estúdio em São Paulo, e eu adorei o resultado.”
(Giovanni Bianco)


Serviço:

Evento: Show de estreia da turnê de Carminho
Data: 19 de agosto (quarta-feira)
Horário: 21 horas
Local: Grande Teatro Sesc Palladium - Rua Rio de Janeiro, 1046 - Centro, BH – MG
Ingressos já estão à venda pelo Sympla:  https://bileto.sympla.com.br/event/120466 
Produtora em BH: Artbhz Produtora de Espetáculos

segunda-feira, 15 de junho de 2026

Sábados Feministas recebe Adriane Garcia e Thaís Guimarães para o sarau-debate “Poéticas do envelhecimento”, na AML

 O encontro contará com leitura de poemas, conversa com Constância Lima Duarte e apresentação do livro “Círculos onde envelheço”. O evento é gratuito e aberto ao público

Poéticas do envelhecimento é o tema do próximo encontro do projeto Sábados Feministas, que acontece no dia 20 de junho, às 10h, na Academia Mineira de Letras. O evento reúne as poetas Adriane Garcia e Thaís Guimarães e a professora, ensaísta e pesquisadora Constância Lima Duarte para uma manhã dedicada à literatura, à memória e à permanência das vozes femininas na cultura brasileira. Gratuito e aberto ao público, o encontro combina leitura de poemas, reflexão crítica e debate sobre os processos de apagamento e preservação da produção intelectual de mulheres.


Foto: Divulgação

Durante a programação, Adriane Garcia e Thaís Guimarães apresentarão poemas autorais e textos de escritoras que atravessam mais de um século da literatura brasileira, além de compartilharem os bastidores do livro que lançam na semana seguinte. A publicação nasce do diálogo estabelecido pelas autoras com escritoras fundamentais de diferentes gerações, entre elas Maria Firmina dos Reis, Narcisa Amália, Chrysanthème, Laís Corrêa de Araújo, Adélia Prado, Conceição Evaristo, Líria Porto, Branca Maria de Paula e Sônia Queiroz. O resultado é uma conversa literária que ultrapassa o tempo, aproximando diferentes experiências de criação, resistência e pertencimento. Segundo Adriane Garcia e Thaís Guimarães, as escritoras homenageadas compõem uma espécie de linhagem afetiva e estética que atravessa suas trajetórias. “São vozes que se desdobram nos círculos da poesia, da linguagem e da memória, constituindo também nossas próprias vozes como poetas contemporâneas”, afirmam.

Foto: Divulgação

A partir desse diálogo entre gerações, a pesquisadora Constância Lima Duarte abordará o conceito de memoricídio, ou seja, a destruição ou apagamento da memória e do patrimônio cultural de determinados grupos sociais. Referência nacional nos estudos sobre literatura produzida por mulheres, Constância discutirá como a exclusão de autoras dos registros históricos e dos cânones literários ainda impacta a forma como a cultura brasileira é construída e transmitida. Para a pesquisadora, o projeto desenvolvido por Adriane Garcia e Thaís Guimarães representa “um primoroso trabalho poético”, tanto pela originalidade da parceria quanto pela capacidade de lançar nova luz sobre a produção literária feminina. Ao recuperar e atualizar essas vozes, o encontro propõe uma reflexão sobre envelhecimento, legado e permanência, mostrando como a literatura pode atuar como ferramenta de resistência ao esquecimento e de construção de memória coletiva.


SERVIÇO 

Sábados Feministas
Poéticas do envelhecimento
com Adriane Garcia, Thaís Guimarães e Constância Lima Duarte

Data: 20/06, sábado, às 10h – Portões abertos às 09h30
Local: Academia Mineira de Letras (Rua da Bahia 1466 - Lourdes) 

Entrada gratuita.


quinta-feira, 11 de junho de 2026

Projeto “(In)finitudes” reúne relatos sobre adoecimento, espiritualidade, medo e tabu da morte

 Obra idealizada por Eleonora Santos será lançada no dia 20 de junho, no Palácio das Artes

No dia 20 de junho, o Cine Humberto Mauro, no Palácio das Artes, recebe o lançamento doprojeto “(In)finitudes”, realizado por meio da Lei Rouanet - Lei Federal de Incentivo à Cultura - com patrocínio do Itaú e apoio da Fundação Clóvis Salgado. O projeto engloba (1) a obra literária idealizada por Eleonora Santos e (2) o conjunto de seis podcasts que propõem reflexões sensíveis sobre morte, espiritualidade, relações médico-paciente e as diferentes formas de enfrentar os desafios que as doenças impõem à vida. Construído a partir de entrevistas, o livro reúne relatos de 19 pacientes diagnosticados com câncer, sobretudo do sistema linfático, e 3 depoimentos de pessoas que vivem “o outro lado” – o lado daqueles que estão ao entorno dos adoecidos ou dos falecidos. Ao longo de sua produção, foram realizadas mais de 40 horas de conversas, 4 viagens pelo interior do estado de Minas Gerais e encontros com pacientes e famílias que compartilharam suas trajetórias de forma íntima.

Foto: Claudio Ramos

O projeto nasceu da própria experiência da autora. Após receber o diagnóstico de um
câncer crônico, Eleonora experimentou aquilo que um de seus médicos, Dr. Vanderson
Rocha, lhe disse logo na primeira consulta: “Sua vida nunca mais será a mesma”. E, de fato,
nunca mais foi. A autora do livro, que leva o mesmo nome do projeto – (IN)FINITUDES –
vivenciou profundas transformações e, em meio ao impacto da doença, encontrou na espiritualidade caminhos de acolhimento e sustentação para atravessar o processo de adoecimento. A partir dessa vivência, surgiu o desejo de ampliar a discussão sobre temas ainda cercados de silêncio, tabu, vergonha ou medo, inclusive dentro dos consultórios. Segundo Eleonora Santos, as histórias reunidas em “(In)finitudes” ultrapassam o universo das doenças hematológicas e revelam experiências marcadas pelo medo, pela incerteza e pela busca por sentido e propósito. Em suas conversas com os pacientes, ela saía
extremamente grata por ter tido a oportunidade de viver a escuta. De fato, o que mais marcou a autora foi a confiança e a abertura que sentiu dos pacientes, a vontade que tinham de falar daquele momento de suas vidas, mas, sobretudo, de serem “escutados sem filtro” - esss, talvez, um dos maiores desafios. Ao longo da construção da obra, também surgiram questões que vão além dos protocolos médicos, como o impacto da doença sobre suas próprias identidades, os rearranjos familiares, além do desconforto social associado a determinados diagnósticos, do acanhamento nos atendimentos médico-hospitalares e da espiritualidade como espaço de sustentação emocional. As narrativas são plurais, englobam homens e mulheres, de jovens adultos a pessoas mais idosas, atendidos pelo SUS e pela rede privada.

A narrativa construída por Eleonora busca acolher não apenas quem enfrenta diretamente a doença, mas também familiares, amigos e todos aqueles atravessados, de alguma forma, pelos desafios do cuidado e do tratamento. Mais do que um lançamento literário, “(In)finitudes” é um projeto que inclui a produção de entrevistas em formato de podcast – em breve disponíveis no YouTube e no Spotify –, que têm o objetivo de oferecer visões, relatos de sofrimentos, dores, inspirações, crescimentos, desafios e perspectivas espirituais de pacientes diagnosticados e tratados com linfomas e outros cânceres.

O objetivo último é levar ao público reflexões capazes de subsidiar novos pacientes, amigos e familiares sobre as mudanças de perspectivas decorrentes do diagnóstico e da experiência de “vida em tratamento”, tendo a perspectiva da finitude da vida e da infinitude das relações como pano de fundo.

O projeto também tem o propósito de sensibilizar o corpo clínico dos profissionais de saúde, que atuam diretamente na área oncológica ou de doenças crônicas, para os sofrimentos e necessidades de abordagem, cuidados e atenções que estão para além dos espaços de consultórios, clínicas e hospitais, transpondo os momentos de tratamento.

Em suma, (IN)FINITUDES busca trazer a discussão sobre as perspectivas de vida e morte, finitude e transcendência, propósitos e ressignificados que a vida apresenta com a chegada da doença, por meio de um diálogo profundo, verdadeiro, que "saia de dentro da alma" dos entrevistados. Daí o (IN), que no latim tem o sentido “de dentro”.

Sobre a autora

Eleonora Santos é economista, mestre em Demografia, doutora em Administração e pósdoutora em Economia da Saúde pela UFMG, além de possuir MBA Executivo pela CoppeadUFRJ. Na área da cultura e da comunicação, atuou como dirigente máxima da empresa responsável pela produção da grade de programação da Rede Minas e foi presidente do Conselho de Administração da EMC – fusão da Rádio Inconfidência com a Rede Minas de   TV. Atualmente, é colunista do portal Estado de Minas, produtora cultural, professora convidada da Educação Executiva da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e consultora para organismos nacionais e internacionais.

Sobre o evento de lançamento em Belo Horizonte

Data: 20/06/2026
Horário: 10h às 13h30
Local: Cine Humberto Mauro, Palácio das Artes
Av. Afonso Pena, 1.537 – Belo Horizonte – MG
Evento aberto ao público, sem necessidade de ingresso

Contato Proponente

Eleonora Santos
E-mail: projetoinfinitudes@gmail.com
Celular: +55 31 98888-2206



quarta-feira, 27 de maio de 2026

Da invenção ao inventário: heranças de Laís Corrêa de Araújo – Depoimentos, Ensaios, Poemas

 Organização Constância Lima Duarte 

Belo Horizonte: Todavoz Editora, 2026.

Fotografa: Izabel Lima Chumbinho

A publicação Da invenção ao inventário: heranças de Laís Corrêa de Araújo pretende abrir as comemorações pelo centenário de nascimento da escritora mineira, e contribuir para iluminar seu pioneirismo nas diversas frentes culturais em que atuou. Jornalista, editora, ensaísta, tradutora e poeta, Laís Corrêa de Araújo sempre surpreendeu pelo dinamismo, competência e sensibilidade em todo trabalho que realizou.  

A famosa indagação feita em alto e bom som durante a realização da Semana Nacional de Poesia de Vanguarda, em 1963, em Belo Horizonte – “Por que a Laís está aqui?” – ecoa ainda hoje como a nos lembrar dos inúmeros percalços que ela deve ter enfrentado em sua longa e profícua trajetória intelectual. O espanto perceptível na pergunta permite-nos redimensionar a surpresa que sua presença devia causar, não só por circular desenvolta em ambientes até então reservados aos homens, mas principalmente por ter uma intensa vida literária e realizar, a despeito de todos, um trabalho inédito, sério e competente.   

Ainda na década de 50, Laís Corrêa de Araújo estreou como cronista dos jornais Diário de Minas, O Estado de Minas e Suplemento Literário Minas Gerais, participação logo estendida com sucesso às páginas da revista carioca O Cruzeiro e d’ O Estado de S. Paulo, entre outros. Na sequência, surge sua obra poética iniciada com Caderno de Poesia (1951), seguida de O signo e outros poemas (1955), Cantochão (1967), Decurso de prazo (1988), Geriátrico (2002) e Inventário (2003); ampliada com os títulos infantis – O grande blá-blá-blá (1974), O relógio mandão (1989), A loja do Zéconzé (2000), e com estudos sobre a poesia de Murilo Mendes e traduções de variados poetas e dramaturgos.  

Esta publicação que o Grupo de Pesquisa Mulheres em Letras da UFMG traz a público, revela quão valiosa foi a produção intelectual da autora através de artigos e ensaios de renomados pesquisadores que revisitam sua obra sob diferentes abordagens. E o livro contém ainda depoimentos inéditos de familiares que revelam a face menos conhecida da escritora. As lembranças, ao mesmo tempo íntimas e pessoais, lá expostas, vêm comprovar a energia desta mulher, agora acessível também ao público leitor. 

Sumário 

Apresentação – Constância Lima Duarte 

Depoimentos 

Laís Corrêa de Araújo, minha mãe poeta: Cristina Ávila 

Quando a arte da poesia encontra a vida: Mônica de Ávila Todaro 

Laís Corrêa de Araújo – Um álbum de recortes: Myriam Ávila 

Aulas de literatura para se tornar um decifrador de sonhos juvenis: Wagner Corrêa de Araújo 

Sonetos à amada gestante: Affonso Ávila 

Ilustração para o poema “Contrição”, de Laís Corrêa de Araújo: Isabel Ávila


Artigos /Ensaios

O inventário poético de Laís Corrêa de Araújo: Maria Esther Maciel

Palavras de mulher: heranças da escrita multifacetada de Laís Corrêa de Araújo: Renata Maurício Sampaio

Nota de pé de página ao inventário poético de Laís Corrêa de Araújo: Luciana Pimenta

Decurso de prazo: escolhas poéticas de Laís Corrêa de Araújo: Ilca Vieira de Oliveira & Viviana Pereira Silva 

Recados poéticos: o infantil em Laís Corrêa de Araújo: Noêmia Coutinho Pereira Lopes, Rita de Cássia Silva Dionísio Santos, Ozana Aparecida do Sacramento  

Ao rés-do-chão: insubmissa escrita de Laís Corrêa de Araújo: Laile Ribeiro de Abreu 

Laís Corrêa de Araújo: leitora de Murilo Mendes: Josoel Kovalski

Crítica e inserção intelectual: Laís Corrêa de Araújo: Kelen Benfenatti 

O Olhar Armado: Laís Corrêa de Araújo no ofício da crítica literária: Deivide de Almeida Ávila, Ozana Aparecida do Sacramento

A tradução mediadora de Laís Corrêa de Araújo: Imaculada Nascimento

Relação das obras de Laís Corrêa de Araújo. 

Sobre as autoras e autores

Mini CV: Constância Lima Duarte 

Minha vida profissional pode se resumir em duas atividades: professora e pesquisadora. Durante algumas décadas tive a honra e o prazer de ensinar Literatura no Departamento de Letras da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, e também na Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais. Como pesquisadora, cultivo um especial fascínio pelas pioneiras, em especial Nísia Floresta, e alguns livros já publicados testemunham isso: Direitos das mulheres e injustiça dos homens, de Nísia Floresta Brasileira Augusta (1989); Nísia Floresta: vida e obra (1995; 2008); Literatura do Rio Grande do Norte, antologia (2001); Mulheres de Minas: lutas e conquistas (coautoria, 2008); Dicionário de escritoras portuguesas (coautoria, 2009); Inéditos e dispersos de Nísia Floresta (2009); Escritoras do Rio Grande do Norte (coautoria, 2013); Imprensa feminina e feminista no Brasil – século XIX. Dicionário ilustrado (2016; 2018); Imprensa feminina e feminista no Brasil – século XX. Dicionário ilustrado (2023); #NisiaFlorestaPresente: uma brasileira ilustre, (2022); Memorial do Memoricídio: escritoras brasileiras esquecidas pela história (2023), entre outros.

e-mail: constanciaduarte@gmail.com

Celular: 31-98794 6270


segunda-feira, 18 de maio de 2026

Sábados Feministas recebe Áurea Carolina para debater violência política de gênero, na AML

 Encontro acontece no dia 23 de maio, a partir das 10h. O evento é gratuito e aberto ao público




A inclusão da mulher na política no Brasil tem sido construída através de uma trajetória lenta, marcada por lutas sufragistas, movimentos feministas e pela implementação gradual de ações afirmativas e políticas públicas. Para falar e testemunhar sobre o tema “Violência Política de Gênero”, o Sábados Feministas convida Áurea Carolina, ativista popular, socióloga, mestre em Ciência Política, ex-deputada federal e ex-vereadora, para encontro no dia 23 de maio, a partir das 10h, na Academia Mineira de Letras [Rua da Bahia, 1466 – Centro]. O evento é gratuito e aberto ao público.

Quase um século depois da vitória das sufragistas brasileiras, traduzida no decreto de Getúlio Vargas, em 1932, três décadas após a aplicação da primeira lei de cotas – Lei nº 9.100, que estabelece que pelo menos 20% das candidaturas dos partidos para as eleições municipais de 1996 fossem de mulheres – e apesar das políticas traduzidas em meia dúzia de leis, a representação feminina no Congresso, nas Assembleias Estaduais, nas Câmaras Municipais e em outros cargos públicos eletivos ainda é baixa, motivando contínuos debates sobre novas ações afirmativas com ênfase na permanência da mulher na política. Ao mesmo tempo em que se incentiva a participação da mulher na política, forças contrárias, poderosas e não escritas agem para desmotivar e eliminar a presença feminina. Em 2021, foi promulgada a Lei 14.192 que trata da Violência Política de Gênero e estabelece normas para prevenir, reprimir e combater a violência política contra a mulher, tipificando o crime de assédio e agressão a candidatas e detentoras de mandatos.

FOTO: DIVULGAÇÃO


Foi nesse contexto que Áurea Carolina se tornou uma voz ativa na denúncia da violência política de gênero e raça no Brasil. Socióloga e mestra em ciência política , dedica-se ao estudo do tema, porém, além disso, é um um caso típico, um exemplo de como a violência política de gênero é uma ferramenta usada para afastar as mulheres do espaço da política institucional. Experiências marcantes a tiraram temporariamente da política institucional.

O projeto Sábados Feministas é uma iniciativa do movimento Quem Ama Não Mata em parceria com a Academia Mineira de Letras e acontece no âmbito do “Plano Anual Academia Mineira de Letras – AML (PRONAC 256536)”, previsto na Lei Federal de Incentivo à Cultura, e tem o patrocínio do Instituto Unimed-BH – por meio do incentivo fiscal de mais de cinco mil e novecentos médicos cooperados e colaboradores. O evento tem apoio da Minasmáquinas e do Restaurante Esquina Santê.


SERVIÇO 

Sábados Feministas
Violência Política de Gênero com Aurea Carolina
Data: 23/05, sábado, às 10h – Portões abertos às 09h30
Local: Academia Mineira de Letras (Rua da Bahia 1466 - Lourdes) 
Entrada gratuita.


domingo, 3 de maio de 2026

ANTONIO ZAMBUJO faz única apresentação no Sesc Palladium



 Na próxima sexta-feira, dia 8 de maio, o cantor português Antonio Zambujo chega a BH para único espetáculo no Sesc Palladium. Esta apresentação faz parte da turnê que ele está fazendo por diversas cidades brasileiras: Porto Alegre, Florianópolis, São Paulo, Belo Horizonte, Recife, Fortaleza, Rio de Janeiro, Campinas e Brasília.

Considerado um dos maiores nomes da música portuguesa na atualidade, António Zambujo construiu uma carreira de projeção internacional marcada pela liberdade artística e pelo diálogo constante entre tradições e modernidade. A crítica exalta sua capacidade de dizer muito cantando "baixinho", quase como um segredo ao ouvido e sua técnica vocal é descrita como impecável, unindo a doçura do Alentejo à sofisticação do Jazz.

Foto: Kenton Thatcher

A ligação profunda de Zambujo com a música brasileira é um dos pilares de sua trajetória. Em 2016, lançou o

álbum “Até Pensei que Fosse Minha”, uma homenagem a Chico Buarque, trabalho que lhe rendeu uma nomeação ao Grammy Latino 2017. 

Ano passado, com o teatro Sesc Palladium lotado, apresentou-se ao lado do consagrado violonista e compositor Yamandu Costa. Este concerto também foi apresentado em diversas cidades brasileiras com enorme sucesso.

O nome do espetáculo “Oração ao Tempo” é o mesmo da lindíssima canção de Caetano Veloso que Zambujo gravou com o cantor baiano recentemente. Nesta gravação, participaram, além de António Zambujo e Caetano Veloso, os músicos portugueses João Salcedo no piano, Bernardo Couto na guitarra portuguesa, João Moreira no trompete, Francisco Brito no contrabaixo, José Conde no clarinete baixo e André Santos na guitarra. “Oração do Tempo”, faz parte do álbum “Cinema Transcendental” de Caetano Veloso, editado em 1979, foi “escrita como um diálogo com o tempo”, refletindo “sobre as diferentes etapas da vida, da infância à velhice”.

No espetáculo em Belo Horizonte, além das novas canções, os clássicos do repertório de António Zambujo não ficarão de fora, garantindo ao público uma noite especial, sensível e memorável.


SERVIÇO 

Show António Zambujo em “Oração ao Tempo” 
GRANDE TEATRO SESC PALLADIUM(Rua Rio de Janeiro, 1046 – Centro)
08 de Maio -  21h – sexta-feira
Produção local: Artbhz Produtora de Espetáculos
Outras informações para o público: (31) 3214 5396
Ingressos A venda na bilheteria do Sesc Palladium e no site e do Sympla a partir de R$100,00. - : https://bileto.sympla.com.br/event/116236 

quinta-feira, 23 de abril de 2026

presentes do além - Livro de Glória Moyle - debate



    O Roda de conversa, no Sinpro Minas, desta quinta-feira, 23-04-2026, coincidentemente, no Dia Mundial do Livro, não poderia ter outro tema, a não ser o comentário descontraído e intimista, sobre o livro da escritora Glória Moyle, “presentes do além”. Neste ano, 2026, as livrarias chegam mais próximas do público, com diversas promoções, não fora do contexto, mas, sem ter um foco diretamente no livro, na leitura e no destaque da literatura. Até representações teatrais, performances e brincadeiras infantis, serviram para a aproximação dos leitores ao ambiente, outrora formal, da comercialização das obras literárias. Foi assim também na Roda de conversa. Além da análise pertinente do “presentes do além” tivemos um ponto gratificante, quando a autora, Glória Moyle, deu a receita de como se escrever um livro. Ela foi bastante didática e objetiva, conseguindo descomplicar o pensamento travado de quem acha que não tem competência para criar uma história e passar para o papel. Preste atenção nas palavras da autora e comece a escrever a primeira página das muitas que vão compor o seu relato. As coincidências existem, e foram tema também no Roda de conversa, coincidindo com as sábias palavras do grande amigo de todos, o professor Mateus Freitas, participando decisivamente, por coincidência, no encerramento do encontro.

Claudio Ramos