terça-feira, 17 de março de 2026

Democracia, revoluções e gênero: Leonardo Avritzer e Stella Ferreira são os convidados do primeiro Sábados Feministas do ano, na AML

 Encontro discute a relação entre regimes democráticos, processos revolucionários e a conquista de direitos pelas mulheres. O evento é gratuito e aberto ao público.

Com o tema “Democracia, revoluções, gênero: lutas históricas e desafios contemporâneos”, o Sábados Feministas retoma suas atividades, no dia 21 de março, a partir das 10h. O encontro reúne, na Academia Mineira de Letras [Rua da Bahia, 1466 – Centro], o cientista político Leonardo Avritzer e a historiadora Stella Ferreira para discutir a relação entre regimes democráticos, processos revolucionários e a conquista de direitos pelas mulheres. O evento é gratuito e aberto ao público.


Abrindo a programação anual do Sábados Feministas, o encontro propõe uma leitura histórica e contemporânea das lutas das mulheres, articulando democracia, Estado, revoluções e resistência. Em um momento de desafios institucionais e disputas de narrativas, o debate reafirma a importância da reflexão crítica como instrumento de fortalecimento da cidadania e da igualdade de gênero. Há uma relação intrínseca entre democracia e ampliação de políticas públicas, especialmente para as mulheres? Essa é a questão motriz do debate que abre a temporada 2026 do projeto Sábados Feministas, propondo uma reflexão crítica sobre avanços históricos e impasses ainda presentes.

Leonardo Avritzer / Foto: divulagação

Para Leonardo Avritzer, coordenador do Instituto da Democracia, não há, em termos gerais, uma relação automática entre democracia e conquista de direitos. No Brasil, contudo, essa associação se consolidou de maneira decisiva a partir da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, que instituiu as bases de políticas públicas estruturantes. “As principais políticas públicas do Brasil estão fundadas na Constituição de 1988”, afirma o pesquisador, citando a universalização da saúde, antes restrita a trabalhadores formais, e a consolidação do Sistema Único de Saúde. Ele destaca ainda a implementação de programas sociais em diferentes governos, como o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC), como expressões dessa arquitetura constitucional de direitos.

Stella Ferreira / Foto: divulgação

Já Stella Ferreira, doutora em História e pesquisadora do IEAT/UFMG, chama atenção para o fato de que, mesmo em contextos revolucionários, as demandas das mulheres frequentemente foram consideradas secundárias. Em sua pesquisa sobre movimentos na América Latina, ela analisou tensões entre feministas e lideranças políticas em experiências como a de Cuba e a Revolução Sandinista, evidenciando conflitos que levaram a rupturas e reposicionamentos estratégicos. Para a historiadora, a vigilância permanente dos movimentos feministas é fundamental para que pautas de gênero não sejam tratadas como “menores” dentro de projetos políticos mais amplos.


SERVIÇO

Sábados Feministas

Democracia, revoluções, gênero: lutas históricas e desafios contemporâneos
com Leonardo Avritzer e Stella Ferreira Gontijo
Data: 21/03, sábado, às 10h – Portões abertos às 09h30
Local: Academia Mineira de Letras (Rua da Bahia 1466 - Lourdes)
Entrada gratuita. 

segunda-feira, 2 de março de 2026

DONA DOIDA - UMA VIAGEM PELA OBRA DE ADÉLIA PRADO

 O sucesso do ensaio aberto de "DONA DOIDA - Uma viagem pela obra de Adélia Prado, garante casa cheia durante sua temporada no TEATRO DA CIDADE. Vamos curtir algumas cenas do ensaio, que teve excelente lotação e a participação de presentes na plateia, com suas observações. Destaque para a atriz Lívia Gaudêncio, que mesmo sem o ensaio finalizado, já dominava esplendidamente o espetáculo.


terça-feira, 6 de janeiro de 2026

RUBÃO TOMA POSSE COMO VEREADOR DE BH



Rubão, Rubem Rodrigues de Oliveira Junior, secretário municipal de Esportes e Lazer de Belo Horizonte, teve a exoneração publicada no Diário Oficial do Município, terça-feira, 06/01/2026. Ele assumiu nesta data, a vaga do (ex) vereador Lucas Ganem (Podemos), licenciado do cargo, para  responder ao processo de cassação, envolvendo denúncia, em torno do domicílio eleitoral. Eleito vereador de BH, em 2020, pelo Partido Progressistas, para  mandato 2021/2024. Disputou a reeleição, mas não conseguiu se reeleger, mesmo com o expressivo número de 7.970 votos.  Rubão atuou durante 23 anos na imprensa esportiva, tendo iniciado carreira na Globo Minas, onde desempenhou funções técnicas e operacionais, em atividades de cableman, cinegrafista, produtor e supervisor de transmissão. Participou de coberturas de eventos esportivos nacionais e internacionais. No mandato de vereador, 2021/2024, atuou nas áreas de educação e esportes, tendo integrado a Comissão de Educação, Ciência, Tecnologia, Cultura, Desporto, Lazer e Turismo, além de ter sido suplente na Comissão de Legislação e Justiça. Com sua vasta experiência na área de educação e esportes, foi nomeado pelo prefeito Alvaro Damião, Secretário Municipal de Esporte e Lazer de BH, cargo que exerceu, até 06/01/2026, data da posse como vereador de Belo Horizonte.

quinta-feira, 20 de novembro de 2025

Artesania do Papel - 28ª edição


 28ª edição da Artesania do papel promete movimentar  o 3º piso do Mercado Novo com a presença de 60 artistas do papel, da cerâmica e da madeira — a maioria mulheres

A Artesania do Papel,  feira que reúne artistas do papel, da cerâmica e da madeira, chega à sua 28ª edição, em Belo Horizonte, celebrando o talento e o empreendedorismo feminino nas artes. Com entrada gratuita, o evento promete movimentar o  3º piso do Mercado Novo, nos dias 22 e 23 de novembro, com a presença de 60 artistas e artesãos — a maioria deles  mulheres. Além de apreciar e comprar objetos de arte e utilitários direto das mãos de artistas, o público poderá participar de oficinas de arte, assistir a demonstrações ao vivo e curtir shows musicais.

“Grande parte dos expositores são mulheres que encontram na arte e no artesanato uma fonte de renda, seja principal ou complementar. Muitas empreendem, criam marcas próprias e seguem caminhos criativos, seja no início da carreira ou após deixarem o mercado formal de trabalho”, descreve a papeleira Lúcia Dias, uma das organizadoras da Artesania do Papel.
 Entre os expositores estão pessoas 50+, que encontram na arte diversas formas de se manterem ativas e criativas. “Um lugar com muitas possibilidades de encontros e trocas, entre apreciadores e gerações”, completa Lúcia Dias.


Serviço:

Artesania do Papel de Minas Gerais
Entrada: Gratuita
Data:  22 e 23 de novembro (sábado e domingo),
Horários: Sábado, das 10 às 19 horas, e domingo, das 10 às 17 horas.
Local: 3º andar do Mercado Novo, na Avenida Olegário Maciel, 714, Centro de Belo Horizonte.

Bailarinos e violonistas com deficiência se apresentam no Teatro Feluma

Artistas são crianças e jovens cegos, surdos e com outras deficiênias que integram o Projeto Céu e Terra, criado para promover a inclusão por meio do balé e da música. 

Oitenta artistas surdos, cegos  e autistas, a  maioria deles crianças. sobem ao palco do Teatro Feluma, em Belo Horizonte, no dia 23 de novembro, para apresentar o espetáculo “Somos Todos Diferentes”.  A apresentação, com entrada gratuita, será aberta por 40 artistas, entre eles  crianças,  jovens e adultos com deficiência, alunos de violão do músico Wéberty Marliére, criador de método exclusivo para ensinar a esse público. Eles irão apresentar nove músicas. Em seguida, 40 bailarinas e bailarinos com deficiência subirão ao palco.

O espetáculo faz parte do projeto Céu e Terra, que oferece aulas gratuitas de balé e música para crianças, jovens e adultos com ou sem deficiência, criado há 28 anos por Wilmara Marliére para promover a  inclusão por meio da arte. Este é o maior espetáculo da história do projeto, que culminará com todos os artistas no palco.

A apresentação marca o retorno de Wilmara aos palcos após um hiato de seis anos, motivado por complicações de saúde. A bailarina é portadora da Síndrome de Arnold-Chiari, uma doença rara que compromete a audição e o equilíbrio devido a uma malformação no crânio. Sua própria trajetória de superação foi o que a inspirou a criar o projeto Céu e Terra.

Segundo Wilmara, o objetivo do projeto é desenvolver a autoestima e a sensação de capacidade, além de estimular a fala, a audição (por meio das vibrações musicais) e a expressão corporal. A proposta também visa incentivar a comunicação e o respeito mútuo entre pessoas com e sem deficiência.


Serviço:

Espetáculo “Somos todos diferentes”
Data: 23 de Novembro, domingo
Horário: 19h00
Local: TEATRO Feluma Prof. Dr. Geraldo Magela Gomes da Cruz - Alameda Ezequiel Dias, 275 - Sétimo Andar - Centro, Belo Horizonte - Minas Gerais



quarta-feira, 12 de novembro de 2025

“Amor que mata”: debate com a psicanalista e professora Mônica Januzzi

“Amor que mata”: AML recebe debate com a psicanalista e professora Mônica Januzzi sobre implicações do amor romântico na sociedade brasileira e sua relação com feminicídios

O evento é mais uma edição do Sábados Feministas, que acontece, excepcionalmente, em uma sexta-feira, dia 21 de novembro. Evento tem início às 19h e é aberto ao público



Foto: Mônica Januzzi (divulgação)


Qual é o estatuto do amor, tantas vezes evocado na cena do crime de feminicídio pelo agressor como motivo para o último gesto de violência contra mulheres? O Sábados Feministas realiza, excepcionalmente em uma sexta-feira, no dia 21 de novembro, uma edição dedicada ao tema “Romantismo e feminicídio à brasileira: quem ama mata?”, com palestra da psicanalista e professora Dra. Mônica Januzzi, da PUC Minas, estudiosa das implicações do amor romântico sobre a sociedade brasileira – a quinta em feminicídios do mundo. O evento acontece às 19h, na Academia Mineira de Letras e é aberto ao público.

Segundo a pesquisadora, o amor, frequentemente usado como justificativa para o crime, é “um amor narcísico, produto da identificação masculina ao ideal do Eu patriarcal”. Sob uma perspectiva crítica, de orientação psicanalítica e política, Mônica Januzzi analisa o corpo feminino na cena do feminicídio como expressão de uma cultura que naturaliza a misoginia, herdeira de estruturas coloniais e patriarcais. Em suas pesquisas, a psicanalista ouviu mulheres sobreviventes de tentativas de feminicídio, que relataram um ponto em comum: a crença no amor romântico como prisão simbólica, que paralisa e impede a ruptura com relações abusivas — mesmo diante da iminência da morte. Esse aprisionamento, observa Januzzi, se perpetua pela confluência de três fatores de risco: relações afetivas violentas, valores conservadores religiosos e indiferença do Estado.

O projeto Sábados Feministas é uma iniciativa da AML em parceria com o movimento Quem Ama Não Mata e acontece no âmbito do “Plano Anual Academia Mineira de Letras – AML (PRONAC 248139)”, previsto na Lei Federal de Incentivo à Cultura, e tem o patrocínio do Instituto Unimed-BH – por meio do incentivo fiscal de mais de cinco mil e setecentos médicos cooperados e colaboradores. O evento tem apoio do Esquina Santê.


SERVIÇO 

Sábados Feministas
Romantismo e feminicídio à brasileira: quem ama mata?
com Dra Mônica Januzzi
Data: 21/11, sexta, às 19h – Portões abertos às 18h30
Local: Academia Mineira de Letras (Rua da Bahia 1466 - Lourdes) 
Entrada gratuita.


 

domingo, 12 de outubro de 2025

Sábados Feministas discute a necessidade de despatologizar o olhar sobre as transexualidades e travestilidades

Apesar do intenso ativismo e de algumas conquistas de ordem jurídica, o panorama atual é adverso à população LGBTQIA+, principalmente pela ascensão da extrema direita e do neoconservadorismo no Brasil e no mundo. Mas por que o corpo trans incomoda tanto os conservadores? O que fazer diante de tanta rejeição expressa muitas vezes em violência? No próximo 18 de outubro, o projeto Sábado Feminista, parceria entre a Academia Mineira de Letras e o movimento Quem Ama Não Mata, promove o debate “Transexualidades e travestilidades: despatologizar o olhar é preciso”. O encontro começa às 10h (portões abertos a partir das 9h30), na sede da AML (Rua da Bahia, 1466), com entrada gratuita e aberta ao público.

Vereadora Juhlia Santos (PSOL) Foto:divulgação


Prof. Marco Prado - diretor do NUH-YFMG -
Núcleo de Direitos Humanos e Cidadania LGTB
Foto: divulgação


O evento conta com a participação da vereadora e pesquisadora, Juhlia Santos, e do professor Marco Aurélio Máximo Prado, do Departamento de Psicologia da UFMG e coordenador do Nuh – Núcleo de Direitos Humanos e Cidadania LGBT+. A conversa abordará os desafios enfrentados pela população trans e travesti diante do avanço do conservadorismo, mas também destacará conquistas, possibilidades de alianças políticas e o papel do transfeminismo na ampliação da luta feminista.

O projeto Sábados Feministas é uma iniciativa da AML em parceria com o movimento Quem Ama Não Mata e acontece no âmbito do “Plano Anual Academia Mineira de Letras – AML (PRONAC 248139)”, previsto na Lei Federal de Incentivo à Cultura, e tem o patrocínio do Instituto Unimed-BH – por meio do incentivo fiscal de mais de cinco mil e setecentos médicos cooperados e colaboradores. O evento tem apoio do Esquina Santê.

SERVIÇO
Sábados Feministas
Transexualidades/Travestilidades: despatologizar o olhar é preciso
com Juhlia Santos e Marco Prado
Data: 18/10, sábado, às 10h – Portões abertos às 09h30
Local: Academia Mineira de Letras (Rua da Bahia 1466 - Lourdes)
Entrada gratuita.